LEIRA laboratório botânico
Um blend autoral de três canelas, esculpido na própria forma da especiaria que o compõe: canela em pau.
A canela nunca foi uma coisa só. Sob esse nome comum convivem espécies de gêneros distintos, geografias distantes e perfis olfativos que raramente se tocam — do doce-picante mais popular do mundo à nota amadeirada que os perfumistas do século XX chamavam de fixador nobre. A Laboratório Botânico reuniu três delas num único bastão, não como mistura, mas como composição: cada canela ocupa um plano diferente do aroma, e juntas formam algo que nenhuma delas produziria sozinha.
O formato é uma decisão deliberada. O Canelinha se apresenta como aquilo que o compõe — um bastão escultural que remete diretamente à canela em pau, a especiaria em sua forma bruta antes de virar pó, extrato ou tempero. É objeto e é referência ao próprio material, sem metáfora nenhuma no meio do caminho.
A composição
Canela-cássia (Cinnamomum cassia)
A canela mais difundida comercialmente no mundo. Traz o corpo quente e picante que a memória associa ao gênero.
Canela-do-ceilão (Cinnamomum verum)
A canela "verdadeira" — mais delicada, com nuances florais e cítricas que a cássia não tem. Onde a cássia dá a força, o Ceilão dá elegância.
Canela-sassafrás (Ocotea odorifera)
Nativa da Mata Atlântica, foi historicamente valorizada pela perfumaria como fixador — a nota amadeirada e balsâmica que ancora as demais. É espécie ameaçada de extinção, e por isso tratamos sua presença aqui com o mesmo rigor que aplicamos a qualquer insumo protegido: procedência rastreável, documentada e declarada.
[NOTA DE PROCEDÊNCIA A COMPLETAR: a maravalha de sassafrás utilizada como insumo vêm de parceria com loja especializada em defumação gastronômica.]
Harmonização aromática
Saída
Picante, quente, imediata — a cássia se anuncia primeiro.
Coração
Floral-cítrica, mais fina — o Ceilão suaviza a curva.
Fundo
Amadeirada, balsâmica, persistente — o sassafrás fixa o que fica no ambiente.
Ficha técnica
| Composição | Cinnamomum cassia, Cinnamomum verum, Ocotea odorifera + breu branco + olíbano + cinza vegetal + marapuama |
| Formato | Bastão escultural, referência à canela em pau |
| Unidades | Trio — 3 incensos |
| Peso | 25 g] |
| Tempo de queima | ± 30 minutos por unidade |
| Cultivo próprio | O canelinha é o único incenso do nosso catálogo que não tem matéria prima de cultivo próprio. |
Uso recomendado: ambiente ventilado, sobre suporte adequado, longe de materiais inflamáveis. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças e animais.
Perguntas frequentes
O que é um incenso botânico?
É um incenso composto a partir de matéria vegetal identificada botanicamente — no caso do Canelinha, três espécies de canela distintas.
Canela-sassafrás é a mesma canela do supermercado?
Não. A canela mais comum é a cássia (Cinnamomum cassia). A canela-sassafrás é Ocotea odorifera, espécie nativa da Mata Atlântica, com perfil aromático amadeirado e histórico de uso como fixador em perfumaria — botanicamente distante das canelas do gênero Cinnamomum.
O formato escultural muda a forma de queimar?
Não, ele é queimado da mesma forma, mas não tem vareta para apoio. Use um pote com arroz/sal/areia/quartzo em pó - assim poderá deixá-lo em pé. Também pode utilizar um suporte para palo santo e deixá-lo deitado.
Parte do acervo permanente da Laboratório Botânico — não é edição sazonal, integra o catálogo de Incensaria Botânica Autoral.
Consulte o Herbário LEIRA para a ficha botânica completa so Sassafrás.